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Sinais

  • Marcos Nicolini
  • Jan 15, 2023
  • 1 min read

O sino ressoa pelas mãos do crente

Cujo som convida à comunhão

Às festas e à indizível Graça

Marca o dia e as estações


Pelas mãos do sineiro eficiente

O secular faz o canhão

Que impõe a guerra

Cujo som dá a morte montões


O sino embala a semente

Das mais elevadas obras, então,

Do fazer sentido encerra

Com louvores e orações


A voz do poder incandescente

Exige como o ígneo trovão

Que aos inimigos se extirpa

Pela força das explosões


Será que em um dia se verá eternamente

Derreter esta nefasta ilusão

Do antigo ferro pontificar

E o sino, novamente, chamar as multidões


 
 
 

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