O século e o tradicional
- Marcos Nicolini
- Dec 25, 2016
- 1 min read
Secularistas e Tradicionalistas
Interessante como os discursos dos secularistas e dos se baseiam nas mesmas premissas, mas trocam o sinal.

Ouçamos suas proposições:
Os secularistas dizem: “Religião é uma escolha privada e deve ser vivida por aqueles indivíduos que a compartilham, não devendo ser imposta a outros de maneira universal, mas facultada a adesão segundo determinação individual, excluindo, assim, quaisquer sinais exteriores de crença.”
Os tradicionalistas dizem: “A sexualidade é privativa e deve ser vivida por aqueles indivíduos segundo escolhas, não devendo ser imposta a outros de maneira universal, mas facultada a adesão segundo determinação individual, havendo de ser excluído, assim quaisquer sinais exteriores de opção sexual.”
Os secularistas vão dizer sobre a educação religiosa pública de crianças: “as crianças não devem ter educação religiosa quaisquer, a fim de poderem fazer suas escolhas livres quando forem jovens adultos. Devemos, outrossim, ensinar-lhes sobre história e como a Igreja na Era da Trevas perseguiu, torturou e matou humanistas, mulheres e estrangeiros não religiosos.”
Os Tradicionalistas vão dizer sobre a educação sexual para crianças no ensino público: “as crianças não devem ter educação sexual quaisquer, a fim de poderem fazer suas escolhas livres quando forem adultos, sem a influência de ideologias de gênero, que são perniciosas aos valores da cultura das famílias. A educação sobre sexualidade é assunto da família e dever dos pais.”
A premissa é: o espaço público deve ser vetado aos meus inimigos e ser colonizado por meus amigos. Quem for meu inimigo e tentar romper esta fronteira e espaços de legitimidade deverá enfrentar o Estado, o empreendimento humano (nosso) que tem a exclusividade do uso da violência legítima (contra os semi-humanos, eles, nossos inimigos).



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